Feliz Sexta-feira 13!

Livro Jorge Negromonte, o canibal de PE
O número 13 é coberto de superstições e quando aliado a uma sexta-feira torna-se ainda mais lembrado, ou temido, em um ridicularismo que somente nós, humanos em nada o que fazer, acreditamos e cultuamos. Até certo ponto podemos estabelecer certas coincidências fatídicas que leva-nos a pensar no poder do 13 e da sexta-feira. Entretanto, todo o medo e a tradição de não gostar, ou temer, a sexta-feira treze emana da teologia cristã e da capacidade humana de ligar certos eventos a um ídolo que pode ser cultuado, mesmo que esse ídolo seja imaterial. 
Assim, o medo das duas sextas-feiras anuais decorre dos seguintes fatos:

  1. Fatos geradores do medo
  • Judas, que traiu Jesus, foi o 13º a chegar na Santa Ceia;
  • Jesus foi crucificado em uma sexta-feira;
  • Alguns teólogos dizem que Adão e Eva comeram o fruto proibido em uma sexta-feira;
  • O dilúvio começou em uma sexta-feira, segundo teólogos;
  • Em um passado relativamente distante, certos cristãos não começavam um projeto na sexta com medo de dar tudo errado;
  • Os marinheiros se recusam a ir para o mar em uma sexta-feira; 
  • Tanto as sextas-feiras como o número 13 já foram associados à pena de morte (na Grã-Bretanha, por exemplo, e adiciona-se a isso a coincidência de serem 13 degraus até a forca)

 "(...)Alguns historiadores dizem que a desconfiança dos cristãos com relação às sextas-feiras está, na verdade, ligada à antiga opressão da Igreja Católica a religiões e mulheres pagãs. No calendário romano, a sexta-feira era dedicada a Vênus, a deusa do amor. Quando os escandinavos adaptaram o calendário, deram o nome à sexta-feira (Friday) em homenagem a Frigg, ou Freya, deusa escandinava ligada ao amor e ao sexo. Estas duas fortes personalidades femininas já representaram uma ameaça ao cristianismo dominado por homens, teoricamente, e a igreja cristã difamou o dia que tinha o nome em homenagem a elas(...)"
Muitos são os argumentos, lendas e eventos que marcaram o 13 e  sexta-feira e que nada significa para a praticidade da vida. Na realidade, a maioria das pessoas ligam contratempos e reveses, quando ocorrem nesse dia, a toda essa mitologia criada pelo fanatismo religioso e pela vaidade monárquica medieval. Aliás, medievalismo é a principal característica do homem contemporâneo uma vez que este se prende a certos detalhes históricos para justificar determinados atos, inclusive incompetentes, e para viver em consonância com alguns costumes deveras arcaico.
De uma forma genérica, o "medo" da sexta-feira 13 foi fomentado pelo cinema e que sobrevive com resquícios de uma fantasia rural quase inutilizada pelo uso da tecnologia, salvo apenas pelas experiências pessoais.

E como não poderíamos passar a primeira sexta-feira treze do ano, que dizem que será o último da humanidade, sem uma história satânica, temos em Garanhuns-PE o folhetim ideal para satisfazer nossa curiosidade, fantasia e medo do desconhecido. Segundo os jornais locais, os detidos já confessaram que mataram, esquartejaram e comeram as vítimas e , não bastando, desfiavam a carne humana para servir de recheio a salgados como coxinha, por exemplo. Todos os crimes foram registrados em um livro, com ilustração do próprio autor. 

Acusados de canibalismo em Pernambuco



Feliz sexta-feira 13!!!



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