Toda Segunda um recomeço!



A segunda-feira traz algo de imemorável a cada semana, pois reflete é capaz de reinventar o próprio homem e seus antigos erros e devaneios, proporcionando uma nova possibilidade de colocar tudo no lixo, despachar para o mais distante lugar, físico e mental, e recomeçar, como se nada estivesse acontecido na passada semana.
E para um novo começo em meio a um curso que jamais para é necessário que adquiramos uma postura forte e séria diante das mais diminutas coisas, pessoas, situações e decisões. É preciso que assumamos nossa responsabilidade diante de tudo o que possa afligir nossa consciência e nossa capacidade laborativa durante todo um período de "graça''.
Deixemos velhas amores no passado, guardados pela lembrança do desgosto ou de uma coisa boa, já bem esquecida.  
Novos hábitos requerem novas responsabilidades. Requer resgatar velhos amigos que se encontram em uma exagerada distância física e que, no entanto, estão presentes nas ínfimas ocasiões do dia. E se aqueles velhos amores não são amigáveis, então está na hora de colocá-los em túmulo sob uma lápide que avise aos mais distraídos e desavisados; não é tão bom quanto parece e nem tão ruim que não possa ser levado em consideração.
Para todos os que fazem da segunda-feira um dia cujas horas deslizam sobre livros, tijolos, ruas e moedas, nada mais justo que não aceite uma mudança, muitas vezes dolorosa, necessária para levar avante o grande poder humano da reinvenção.
É somente quando deixamos para depois do domingo nossas formas triviais de ver o mundo que nossas articulações movem o universo, preso dentro de nós, sob um prisma claro e vidente. Não coloquemos, pois, pessoas sobre nossos desejos, expectativas, anseios, nem a tornemos nossa única razão da paixão pelas coisas efêmeras por que são também efêmeras as formas de vida que se sobressaltam em palavras de amor e carinho. 
Arrebol
Na segunda-feira somos deuses em crescimento que declinam no mais leve sopro do fim e que, portanto, precisamos aprender a lidar com as mais diversas contrariedades da vida, simplória. Apressemo-nos a excluir do caminho todo aquele mal agouro que insistimos em arrastar caminho à fora, muitos sob a forma humana, e sejamos os disjuntores que farão convergir um novo dia.
Depois da aurora, o arrebol é o que nos espera e para ele guardamos todas as incongruências dessa vida, desse recomeço semanal, desses causos. Comecemos, portanto, uma nova história!      

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