Uma mostra de Arte

A I Mostra de Arte Livre Palmeirense foi simplesmente um sucesso, para aqueles que gostam de se divertir e reencontrar amigos, grandes e inesquecíveis, em um sábado à noite. Ah, a noite do último sábado foi repleta de minúcias que tornaram o evento ainda mais aconchegante e particularizado. 
Os curtas apresentados foram ótimos, cheios de um terror cômico, que fez todos se divertirem com as visceras suínas de um dos atores ou com o requinte pornográfico, no bom sentido, oriundo dos mais íntimos desejos humanos. 
Cristo do Goití, Palmeira dos Índios
As fotografias superaram qualquer expectativa e surpreenderam pela simplicidade e inovação. Com fachadas de antigas casas e a vida de insetos retratadas pelas lentes de uns novos artistas, o público pode ver seus lugares conhecidos sob uma nova óptica e anexar ao próprio conhecimento de mundo as indagações e observações de uns tantos poetas e literatos.
Mais que um simples evento de arte, a I Mostra de Arte Livre Palmeirense foi um veículo ímpar de reencontro entre amigos, de novas descobertas, de novas interações entre corpos, de um tempo que passou e que parou nas ruas palmerenses para aqueles cefeteiros, eternos cefeteiros, que viveram tantas aventuras entre ruas e sombras, planos e desencantos, amores e desafetos, brigas e felicidades. Seres que ora vivem sob a égide da distância e com umas experiências inusitadas capazes de se tornarem uns senhores e senhoras donos de destemperos, choros e aventuranças que tornam o bucolismo palmeirense um charme inusitado entre as ruas eternamente iguais.
Para tantos e muitos, nada será como antes. Para poucos, tudo é igual. Para sempre temos a expectativa da próxima mostra. 

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