Brasil-Equador: Golpe e Terremoto

Foto:Equador pós-terremoto. Fonte: DW Espanhol.

Pouco depois das 23h (GMT) do sábado, 16 de abril, o Equador, o pequeno país latinoamericano na costa do Pacífico, um terremoto de 7,8 graus, e mais de outros sessenta micro terremotos subsequentes. A catástrofe natural arrasou o país e deixou centenas de mortos e feridos. A situação equatoriana é crítica porque o Equador está localizado Círculo de Fogo, região onde as incidências de terremotos são muito altas.
No mesmo momento, na costa do Atlântico, os políticos brasileiros tramavam o golpe contra a democracia. O Equador amanheceu em escombros e sofrendo pequenos tremores. O Brasil amanheceu dividido, entre aqueles que apoiam a derrubada da democracia exercida por mais de 54 milhões de brasileiros votantes.
Os dois países latinoamericanos sofreram tragédias, natural e política. A diferença entre os dois é que, no Brasil, os deputados federais que votaram pelo impedimento da Presidente Dilma Rousseff são apontadas nas investigações da Policia Federal em diversos esquemas de corrupção, que atingem o Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e alcançam o Vice-Presidente do Brasil, Michel Temer.
Um Congresso comprovadamente corrupto destituindo uma Presidente que não cometeu crime algum. Se Dilma Rousseff cair, as investigações cessam, os corruptos seguem ocupando seus cargos e sucateando a máquina pública e promovendo a desmoralização da República.
No Equador, a ONU está atuando para o atendimento aos necessitados. A reconstrução será difícil, mas será feita.
No Brasil, espera-se que  a comunidade internacional, a ONU, o MERCOSUL e a OEA não reconheçam o Governo Temer, que planeja usurpar a Presidência da República, nem nenhum outro que seja tomado através de golpe.
A América Latina, do Pacífico ao Atlântico, anda em convulsão.

Postagens mais visitadas