Tarde Mariá

Depois que a feira livre acabou e as bancas foram recolhidas das ruas do centro de Palmeira dos Índios, atendi ao chamado das mulheres do Coletivo Maria Mariá e fui ao II Bazar do grupo. Lá, na Praça do Skate, no que se tornou o coração da vida social do município, o Coletivo reuniu pessoas de diferentes credos para tratar  das questões mais recorrentes de gênero e promover a autossuficiência do Maria Mariá. 
Por preços baixos, o transeunte podia adquirir de livros à roupa e ainda sair falando sobre a individualidade feminina no atual cenário social. Além de comprar e debater, o Bazar proporcionou uma ótima via para conhecer estilos de vida alternativa  - um bom momento para quebrar, ou fomentar, preconceito - depende muito da intenção de quem vê.
Acredito firmemente, a despeito de qualquer discussão de gênero que se possa ter, que se uma pessoa é educada para respeitar o próximo não precisará defender o preconceito nem nenhuma forma de "poder paralelo de gênero". Mas isso é uma utopia em uma sociedade em que as crianças são alfabetizadas, muito precariamente, e não são educadas sobre os pilares do respeito e da boa-vontade. 
Embora não tenha ido ao primeiro bazar do Coletivo gostei do que vi nesse segundo evento e, segundo a organização, haverá um terceiro marcado para o dia 30, com música ao vivo.
É uma alternativa muito boa para a cidade e que merece a apreciação de todos - é gratuito e propõe discussões inteligentes.
E quando a noite caiu eu já estava longe, atendendo a outros chamados nessa que já foi uma cidade progressista.









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